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Economia

Comprador está mais consciente no uso do crédito

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É um ditado prosaico que todo mundo já ouviu na vida: a dor ensina a gemer. E pode muito bem também ser adaptado a um recente comportamento do brasileiro, que, com a crise econômica, está mais responsável com as finanças. A constatação é do presidente da Associação Gaúcha para o Desenvolvimento do Varejo (AGV), Vilson Noer. "As pessoas estão evoluindo no sentido de criar uma educação financeira, de controlar mais os gastos e comprar de forma mais consciente e, assim, causando uma estabilidade na inadimplência", esclarece.  Noer reforça o coro dos especialistas cautelosos, sabe da importância do crédito para o desenvolvimento do varejo e avalia que o cenário é de prudência, tanto para quem concede crédito quanto para os consumidores. Mas, para ele, a questão da inadimplência está controlada. Dados apurados em sete regiões do Estado apontam que o número de gaúchos com contas em atraso chegou a 14,6% em abril deste ano, ante 14,2% no mesmo mês do ano passado. Hoje, o volume de crédito em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) chega a 51%, após uma euforia do setor registrada entre 2010 e 2014. A partir de então, as vendas a prazo começaram a cair, puxadas pelo aumento do desemprego e queda da renda. "As vendas se retraíram, e não há segmento que não foi atingido pelo maior aperto na concessão de crédito", explica. Ele acredita que, apesar de a condução da economia estar nos trilhos, o cenário político ainda confuso deve manter o varejo estático. Para o ano que vem, o varejo deve reagir. "É preciso uma nova agenda de investimentos para o País", defende Noer. O volume de consumidores com contas em atraso voltou a cair no último mês de maio, segundo pesquisa do SPC Brasil e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). O número de brasileiros com "nome sujo na praça" caiu 0,50% na comparação anual. Na passagem de abril para maio, houve alta nas negativações, e o indicador vem apresentado comportamento de desaceleração desde janeiro. A economista-chefe do SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito), Marcela Kawauti, lembra que, apesar de a inadimplência estar em um nível estável, segue em um patamar elevado. A estimativa da entidade é de que o Brasil tenha hoje 60,1 milhões de endividados. O contingente corresponde a 40% da população brasileira adulta. "Acreditamos que não vai se formar uma nova tendência de piora nestes índices", afirma. A especialista salienta que a desaceleração do indicador revela que o crédito ainda está restritivo, e não necessariamente que os consumidores estão quitando suas dívidas. "Eu não gosto de chamar de melhora, não é reflexo de mais dinheiro no bolso", diz. Marcela pontua que a última fase da crise econômica, detonada em maio, com as delações da JBS, colocaram nuvens sobre o horizonte animador que era vislumbrado para este ano. A retomada da economia começou pela agricultura e pela indústria. Virão desses dois setores, segundo Marcela, a reação para diminuir o exército de 14 milhões de desempregados do País. Apenas após esse índice cair consideravelmente, poderá ser vista retomada no setor do varejo.  A região Sul lidera a lista de maior recuo no número de pessoas negativadas. A variação ficou em -4,85% em maio deste ano frente ao mesmo mês do ano passado. Em seguida, aparecem as regiões Sudeste (-3,81%), Nordeste (-2,53%), Centro-Oeste (-1,91%) e Norte (-1,29%). Fôlego vem do FGTS A liberação do saque das contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) deu um fôlego à economia brasileira. Um respiro, insuficiente para indicar retomada. Pesquisa divulgada no início de junho por SPC Brasil e CNDL mostrou que, entre os trabalhadores que fizeram saques das contas inativas do FGTS, 38% usaram o dinheiro para pagar dívidas em atraso. Outros 4% usaram esse recurso para pagar parte das dívidas atrasadas, enquanto 29% utilizaram os valores para despesas do dia a dia.  Apenas 19% das pessoas optaram por poupar o benefício. "A crise está tão aguda que as famílias usaram esse dinheiro para pagar as despesas mensais. Pensar em uma retomada do comércio em um quadro desses é bastante precipitado", afirma a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.

Vendas a crédito dominam

Mercado de cartões registrou crescimento de 5,9% no primeiro trimestre

MAURO SCHAEFER/ARQUIVO/JC

A Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs) chegou a cogitar elevar a projeção de crescimento do setor de cartões para dois dígitos neste ano. Mas, em maio, optou por manter a projeção de alta de 7,5%. Para o presidente da entidade, Fernando Chacon, o cenário provocou um passo atrás na confiança do consumidor. O mercado de cartões registrou crescimento de 5,9% no primeiro trimestre, no comparativo ao mesmo período de 2016, total de R$ 285 bilhões de vendas. O número de transações com cartões chegou a 3,1 bilhões no primeiro trimestre e 2017, alta de 7% perante o período de 2016. Nacionalmente, a representatividade dos cartões no consumo das famílias brasileiras chegou a 28,2%.  Segundo números da Associação Gaúcha para o Desenvolvimento do Varejo (AGV), apurados mensalmente com 26 mil empresas gaúchas, 49% das vendas são realizadas com cartão, sendo 62,4% de crédito contra 37,6% de débito. 'Só por hoje' Pietro Grasso, consumidor antes endividado no cartão de crédito, que aprendeu a consumir com consciência.

O administrador de empresas Pietro Grasso, de 50 anos, precisou de ajuda para se livrar das dívidas. Foi em um grupo de apoio que se reunia uma vez por semana em uma sala da Igreja Sagrada Família, em Porto Alegre, que descobriu outros casos de gastadores compulsivos e ouviu conselhos que mudaram sua vida. Suas faturas de cartão de crédito chegavam a R$ 4 mil ou R$ 5 mil mensais. Estavam totalmente sem controle. A ilusão de que poderia adiar por um mês o compelia a comprar e usar o cartão em todos os momentos. "Desde a gasolina do carro, supermercado, jantares e qualquer coisa que me desse vontade de comprar, eu usava o cartão. Eram gastos pequenos que, acumulados, se tornavam uma bola de neve", conta.  Há dois anos, após o convívio com outros compulsivos, os cartões ficam com a companheira, e a redução nas faturas chega a 70%. Para fazer compras, antes de sair de casa, elabora uma lista, da qual não perde o foco. "Reaprendo diariamente a controlar os gastos, porque os apelos são diários. Penso: 'só por hoje não preciso disso'." Olho vivo no orçamento O sucesso financeiro está intimamente ligado ao controle das contas. Atenção para as dicas de especialistas: Elabore uma planilha de orçamento Enumere receitas, despesas e atente para gastos extras. Entenda o seu padrão de gastos. Seja realista e reduza os gastos supérfluos Promova uma faxina no orçamento com foco nas despesas grandes e pequenas. Fique atento à educação financeira Busque obter e absorver informações que possam fazer a diferença na administração de seu orçamento. Cuidado com as compras parceladas Analise com cuidado as condições e o impacto nas suas finanças. Entenda a diferença entre renda e financiamento Tomar dinheiro emprestado, seja na forma de utilização do limite do cheque especial e do cartão de crédito ou de qualquer outra maneira, não aumenta as suas receitas. Use o crédito de forma consciente De forma geral, a "regra de ouro" do financiamento é evitar que a parcela que você irá pagar mensalmente ultrapasse 25% da renda mensal bruta da família. Reduza o prazo de pagamento das dívidas Antes de pensar em assumir qualquer facilidade de crédito, saiba que ele tem um custo, geralmente alto, e opte por parcelas menores.


Fonte: DIA DO COMÉRCIO 2017 – Jornal do Comercio – RS /  14.7.17

 

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